Radicais livres: precursores da internet se transformam em militantes anti-digital.

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Quando publicamos a nota ‘Por uma revolução analógica’, em maio passado, muitos docentes e discentes próximos tacharam-nos ‘radicais’.

Ontem, quando O Globo deu voz aos mesmos autores partícipes ‘digerati’ contemporâneos dessa ideia, talvez aqueles mesmos interlocutores agora a tachem de ‘in’.

A Auditoria Funcional da Comunicação Organizacional para aferição do Índice de Transparência Ativa ‘5R INDEX’ – lançada pelo OCI naquele mês – é, inteira, obra ‘digerati’.

É preciso lembrar que a Comunicação é ciência humana e que a Administração é ciência social. Já a ‘cool’ Tecnologia da Informação é… ‘techie’. OK, mas organizações são gente.

LINK para a nota publicada no OCI em 29/05/2018 – https://lnkd.in/eVSA5nH

LINK para a matéria publicada n’O Globo de hoje – https://lnkd.in/e3mngGp

RRPP: no futuro sempre tem mais…

Como um típico construto didático-pedagógico, o composto ‘Resumo das Relações Públicas Plenas’ (RRPP), nascido em 2012 com 4 instâncias, é dinâmico e evolui com o tempo. 

Tínhamos, então:

– Reconhecimento no meio social

– Relacionamento com públicos-chave

– Relevância no segmento de atuação

– Reputação administrada

E a cada uma dessas 4 instâncias correspondendo 2 estratégias e 4 táticas, assim:

Em 2015, os 5 Rs, incorporando

– Resiliência institucional

Assim:

E agora, em 2018, os 6 Rs, incorporando

– Responsabilidade.

Com as seguintes estratégias:


– Compromisso com condutas éticas e legais

– Compromisso com normas contábeis-financeiras

E as seguintes táticas:

– esfera civil – Answerability

– esfera social – R$Compartilhada

– esfera ambiental – Safety/Security

– esfera fiducial – Padrões IFRS/Public Trust

O fim prevalente destes desdobramentos é didático-pedagógico. 

Já para a aferição do ‘Índice de Transparência Ativa’ permanece válido o composto de 5 Rs – que formatou o ‘5R INDEX’ acima, lançado a 16 de maio último no 21o. Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas.

Brand valuation: desafio presente.

Nos debates que se seguiram à apresentação da dissertação de Mariza Branco Rodrigo de Freitas no Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, especulávamos sobre a recomendação dos padrões IFRS (International Finance Reporting Standards) no que tange ao reconhecimento contábil do valor de marcas – por seus detentores – em seus respectivos balanços patrimoniais.

A discussão continua presente e sem solução aparente.

LINK – http://www.powerbranding.com.br/2018/02/dona-do-macarrao-adria-compra-carioca.html

Dez razões para você visitar o portal O.C.I.

 

– Nota: Concluído o rito acadêmico de desenvolvimento do 5R INDEX

– Dica: O imperdível documentário ‘Fake News: baseado em fatos reais’

– Clipping: ‘pouquíssimas pessoas dominam a escrita digital’

– Clipping: ‘não vejo ninguém feliz nas agências’

– Clipping: ‘Facebook aceita ordens de governos e apaga perfis de usuários’

– Clipping: Macron quer endurecer controle contra ‘fake news’ em eleições

– Artigo: ‘O jornalismo e o direito ao esquecimento’. Por Viviane Nóbrega Maldonado

– Executiva.pt: Quais os maiores desafios de criar uma start up?

– Clipping: ‘Mudança de ano’. Por Frei Betto

– EXCLUSIVO: Índice de Transparência Ativa O.C.I. é aplicado na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

BOA LEITURA! WWW.OBSERVATORIODACOMUNICACAO.ORG.BR

Veiculando e anunciando… sem saber para quem.

Se a glória da internet é ser randômica, sua desgraça também o é – pela mesma razão.
Para filtrar conteúdos e dirigi-los sem o problema da aleatoriedade, a publicidade programática no meio web seria tão ou mais cara que a dos meios tradicionais, com o incômodo de tornar-se – mesmo – um big brother a la George Orwell.
LINK –

Trump, Gilmar e o fim da realidade. Por José Padilha.

Deu hoje n’O Globo (P. 8):

Disseminação de ‘fake news’ passa a ser obra de candidatos, presidentes e ministros de Suprema Corte. Em quem podemos acreditar?

LINK – https://oglobo.globo.com/brasil/trump-gilmar-o-fim-da-realidade-21569453

COMENTÁRIO

Quando José Padilha – com acerto – menciona o conceito de ‘enunciados declarativos’ citando Quine (Wilard Van Orman Quine, 1908-2000, filósofo estadunidense), chega a um dos bastiões do discurso – seja ele filosófico, político ou organizacional – o ‘statement’ (cujo termo ‘enunciado declarativo’ é a melhor tradução).

E ‘statement’ é, também, a base da comunicação institucional.

É quando o ‘discurso sobre si’ (já me referi – numa entrevista – a esta categoria como sinônimo da ‘fala do trono’ dos tempos de El Rey) adquire poder (e responsabilidade) de ser verdade. Ou, pelo, menos, a verdade de quem o emite.

Este é o cerne das relações públicas ‘plenas’ – a concepção de ‘public affairs’ que a Academia – na área de RP – escolheu no Brasil, para muito além do anglo-saxônico ‘public relations’ (PR) – das ‘press relations’ (ou ‘media relations’).

A preocupação para com a verdade (dos fatos), assim como deve pautar o jornalismo profissional, é ‘a’ pauta dos relações-públicas.

Foi-se o tempo da ‘contenção’ por meio de ‘releases’ mentirosos ou de meias verdades. Com a liberdade de expressão e opinião amplificada pela tecnologia hoje disponível a qualquer um – indivíduo ou organismo institucional – é questão de tempo (às vezes medido em segundos) para que um ‘statement’ seja derrubado por fotos, gravações e até escritos publicados que provam ser ‘a verdade’ exatamente o contrário do que se enunciou.

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